Muito já se escreveu sobre corrupção. Pouco se tem dito acerca do que é corrupção. A origem da palavra “corrupção” está no latim “corruptus”, que significa quebrado em pedaços (http://www.mundoeducacao.com/geografia/o-que-corrupcao.htm.).

 

Importa então definir: o que está quebrado em pedaços? O que foi corrompido (tornado pútrido, podre) não tem mais valor, não serve para mais nada.

 

Desse modo é de se afirmar:  o Brasil não está corrompido, não foi quebrado em pedaços. Ainda somos uma Nação, com unidade federativa e tudo mais que nos caracteriza como país.

 

Porém… as pessoas se corromperam. Pode parecer ruim generalizar, pois haverá sempre alguém ofendido em seu orgulho que desejará ser o baluarte da moral e da conduta ilibada e que, jamais, confessará conter em seu genes a contaminação da corrupção.

 

Isso porque a corrupção foi alçada à tipificação penal, com responsabilização não apenas na esfera criminal, mas na política, na cível, etc. Infelizmente, como é de costume, a lei não tem a mesma velocidade do crime, ou do criminoso, de modo que nasce o ciclo vicioso do “cão que corre atrás do rabo”  e nos debatemos em filosofias que mais se aproximam da explicação do “quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?”, do que da solução do problema: corrupção.

 

O PNC já se posicionou: a corrupção só acabará quando todo brasileiro compreender o real significado dos valores de moral, limites de seus direitos e deveres, com consciência das suas obrigações como cidadão, membro da sociedade, pai de família e, sobretudo, capacidade para lidar com a autoridade que lhe é investida.

 

A expressão “Quer conhecer o verdadeiro caráter de uma pessoa, dê o poder a ela” não foi criada por um determinado pensador ou filósofo, mas é fruto do exercício social da convivência, da escolha de governantes, de lideranças, de autoridades, de atribuições funcionais a servidores públicos, etc…

 

Recentemente um amigo foi vítima de um ato de verdadeira “quebra de pedaços” levado a efeito por um agente de uma companhia de prestação de serviços públicos que, irredutível, não dialogável, sorrateiro, sem qualquer cautela, respeito, consideração, bom senso, ou mínima capacidade de exercer o poder que lhe foi atribuído, simplesmente arrancou o poste de entrada para fornecimento de energia elétrica na residência daquele.

 

Note que a prática poderia e deveria ter sido evitada com a simples consulta acerca da regularidade na situação de adimplemento das obrigações financeiras decorrentes do consumo daquele serviço público de natureza essencial, ou seja, que não pode ser interrompido (sofrer solução de continuidade).

 

Sim, palavras como “evitar”, “consultar”, “regularidade”, “adimplemento”, “consumo”, “serviço público”, “natureza essencial”, “não pode ser interrompido”, não faziam parte do vocabulário daquele agente.

 

Resultado: quebrou-se em pedaços, corrompeu-se, toda uma estrutura de serviços, valores, conceitos, funções e tantos outros elementos que compõem a prestação daquele serviço e o exercício do poder atribuído ao infeliz agente.

 

O agente incauto, pois não cuidou em verificar o estado de adimplemento do consumidor, recebeu uma ordem: “cortar o fornecimento de energia”. Deslocou-se do local da sede de seu trabalho até a residência do consumidor, deixando assim de atender tantas outras necessidades e solicitações feitas por outros consumidores, gastou combustível, provocou desgaste no veículo e chegou ao local do exercício de seu poder!

 

Lá chegando iniciou de modo sorrateiro a operação de corte, com elevada dose de exagero na mesma, pois simplesmente arrancou o poste padrão de entrada de energia elétrica, causando assim danos no patrimônio material do consumidor.

 

Este, por sua vez, desesperado, tentou argumentar no sentido de que fosse verificado o adimplemento, ainda que não pelo sistema de informação da companhia (obsoleto), mas pela apresentação das contas quitadas de consumo de energia elétrica, bem essencial a todo ser humano. Não logrando êxito em demover o referido agente, foi forçado a aumentar ainda mais a “quebra de pedaços” dos valores já pútridos, buscando a prestação de uma tutela judicial por parte do mesmo Estado que, lá no fim da linha, é o responsável pela condução do agente que arrancou o poste padrão!

 

Nessa investida se fez necessário acumular o Poder Judiciário e seus servidores com mais um processo, gasto com papel, energia elétrica, etc… de modo a tentar consertar a “quebra de pedaços” originada pela incompreensível resistência de um agente de uma companhia de prestação de serviços públicos que, infelizmente, como a maioria dos brasileiros, não resistiu em confirmar o germe da corrupção: “Quer conhecer o verdadeiro caráter de uma pessoa, dê o poder a ela.”.

 

Concluindo: o mal (ou o abuso no) exercício do poder nesse país tem sido a causa da corrupção em todas as esferas da sociedade, seja essa corrupção política, econômica, financeira, moral, familiar, religiosa, etc., todos estes valores, se não administrados, ensinados e divulgados por pessoas que renunciem à “quebra de pedaços”, permanecerão corrompidos e, jamais, haverá punição para os corruptos.

O Partido é NACIONAL, corintiano! Um dia isso vai fazer a diferença.

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