Partido Nacional Corinthiano-PNC

O Partido Nacional Corinthiano – PNC, um partido político em formação com o devido registro de seus atos constitutivos perante o 2º Cartório de Registro Civil da cidade de Brasília-DF, inscrito no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda.

A denominação partido político em formação significa que o Partido Nacional Corinthiano – PNC está em processo de captação das assinaturas de apoiamento necessárias para a legitimação do mesmo perante a Justiça Eleitoral, com fins de participação no processo democrático eletivo, conforme a lei.

A criação de partidos políticos novos é um processo previsto na Constituição Federal, ou seja, legal, legítimo e voluntário, decorrente da valiosa expressão popular de associação de ideias, conceitos e adoção de práticas democráticas.

A manifestação de apoio à legitimação do Partido Nacional Corinthiano perante o Tribunal Superior Eleitoral é um direito não apenas do torcedor corinthiano. Queremos despertar o interesse real do brasileiro pela política. Isso hoje não existe e o futebol é uma ferramenta importante para reverter isso.

Vozes derrotistas, que trabalham para a mantença e mesmice de uma política ultrapassada e corrupta, apregoam que temos partidos políticos demais no Brasil.

Vou explicar por que não temos.

Primeiro porque não há limite legal que restrinja o número de partidos políticos no Brasil, sendo livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana, conforme previsto na Constituição Federal. Bem por isso que o radicalismo e o endurecimento com relação à criação de legendas representa um retrocesso democrático, que aliás já foi rechaçado pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar inconstitucional a criação de cláusulas de barreira que prejudicariam os pequenos partidos políticos, em decisão unânime tomada no julgamento conjunto de duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 1351 e 1354).

Segundo porque a criação de novos partidos políticos no Brasil, não apenas o Partido Nacional Corinthiano – PNC, não implica em nenhuma forma de aumento nos encargos ou gastos financeiros originados do pagamento de tributos pelo contribuinte, já que os valores do Fundo Partidário são partilhados por quantos partidos políticos preencherem os requisitos legais para seu recebimento. Assim, a criação de novos partidos políticos só não é interessante aos grandes partidos, que buscam se eternizar na representatividade eleitoral, sem enxergar sequer que dos 32 partidos políticos habilitados pela Justiça Eleitoral, 28 possuem representatividade no Congresso Nacional.

Terceiro, porque nosso sistema político partidário não está tão abarrotado quanto o articulista pensa. Basta ver o exemplo dos EUA, dita maior democracia do mundo, na qual há mais de 70 partidos políticos, embora a mídia só confira destaque ao domínio de dois deles, gerando um bipartidarismo camuflado que só interessa aqueles que querem se perpetuar no poder e que só causa males na democracia e na sociedade, polarizando e gerando preconceitos.

O Partido Nacional Corinthiano é jovem e não podemos ter expectativas irreais. A meta é legitimar o partido o mais rápido, se possível  dentro do prazo legal para participação nas eleições de 2018. Ainda  temos alguns meses para isso e com o despertar da consciência política naqueles que valorizam nossos princípios, esporte, saúde e educação, inclusive através de participação da sociedade civil organizada, as quase 500 mil assinaturas necessárias serão alcançadas a tempo para a participação nas eleições de 2018.

O Partido Nacional Corinthiano não se encaixa em uma definição prévia de partido de centro, de direita ou de esquerda, mas acompanha uma tendência mundial, percebida principalmente nos países europeus, através da criação de partidos políticos originados de movimentos populares, tais como o  Movimento 5 Stelle (M5S), na Itália; o Pirate Parts, do norte Europeu; o Podemos (originado dos Indignados – 15M), da Espanha, Siryza da Grécia, o movimento El Marcha , dá França . Esses partidos alcançaram grande sucesso nas urnas e deram início a mudanças concretas em seus respectivos países justamente por não terem sido fundados por políticos, nem por influência ou por ajuda destes. São partidos que, como o PNC, não estão atrelados a ideologias e vícios originados do bipartidarismo.

Portanto, não seguimos os rótulos de “ismos” provenientes de ideologias que não deram certo ao longo da nossa República, como o socialismo, o neoliberalismo, o comunismo, o evangelismo, etc. A política é algo que não pode ser colocado em prática por meio de conceitos teóricos. O povo só vai ter interesse pela política quando ela for tratada de modo simples, sem complicadores, justamente porque é através da política que resolvemos problemas práticos e reais da nossa sociedade. O diferencial é ser diferente, é ser a novidade. A esperança de um povo que explora sua paixão para abrir discussões que tragam resultados práticos na melhora de nosso País. Nossas bandeiras políticas são a saúde, a educação, o esporte e o meio-ambiente, com apoio às organizações sociais na discussão democrática, sem exclusão de ninguém. Mas isso só é possível  se não houver restrições de classes sociais, idade, ou quaisquer outras condições que desestimulem a participação na política, enfim queremos mudar a política para que ela seja feita realmente do povo, pelo povo e para o povo.

Perseguimos os mesmo objetivos lançados como alicerce do movimento denominado “democracia corinthiana” implantada no Sport Club Corinthians Paulista por lideranças como Sócrates, Casagrande, Wladimir, dentre outros no início da década de 80, portanto há mais de 30 anos atrás.

Aquele processo de democratização no esporte mais popular do Brasil fez com que a democracia como processo político se consolidasse, permitindo o surgimento do papel do esporte na politização do cidadão, como outros exemplos recentes na história da luta pela democratização através do futebol inclusive em países de forte resistência ditatorial, como o papel de torcidas de times de futebol no Egito que se destacaram na luta contra a opressão naquele país, inaugurando o que se chamou de “Primavera Árabe”, como a White Knights, dos torcedores do clube Zamalek SC, e a dos torcedores do Al Ahly Sporting Club.

O papel proativo de atletas do futebol na política pode ser exemplificado por Didier Drogba na guerra civil na Costa do Marfim, Rachid Mekhloufi na independência da Argélia, Predrag Pasic nos conflitos na Iugoslávia, Carlos Caszely no golpe de estado no Chile e para nós o mais emblemático Sócrates, na Democracia Corintiana e nas Diretas Já.

Recomendo que todos assistam o documentário de Eric Cantona “Rebeldes do futebol”.

Outro excelente objeto de inspiração são os filmes e documentário que retratam a história de Nelson Mandela e seu envolvimento com o esporte, inclusive o futebol, na luta engajada contra o apartheid.

Mandela foi lutador de boxe durante a juventude e se aproximou do futebol  durante o período em que estava preso por causa da luta antiapartheid. A Makana Football Association, foi criada em 1964, pelos prisioneiros da Ilha Robben e embora Mandela não tenha atuado naquela associação esportiva, era espectador assíduo do torneio (mesmo escondido dos guardas para poder assistir aos jogos) e, após ser eleito Presidente da África do Sul, admitiu a importância do torneio também como distração nos 27 anos que passou aprisionado na Ilha Robben. Não por menos que após sua libertação do cárcere, Mandela promoveu seu primeiro ato público contra o apartheid no estádio Soccer City, diante de 100 mil espectadores. Sua luta também se inspira nos valores do esporte, inclusive no futebol, e sua influência culminou com a criação da Associação de Futebol da Sul-Africana (SAFA) em 1991 e a primeira partida da seleção em três décadas, contra Camarões e com um time multirracial em 1993. Já em 1994, horas depois de assumir a presidência, Mandela visitou o Ellis Park, pousou de helicóptero no centro do campo durante o intervalo da partida entre os Bafana Bafana e Zâmbia e levou os 80 mil torcedores presentes no estádio à loucura naquele que ficou conhecido como “Mandela Challenge”.

Lutamos por uma revolução popular, que se iniciará nas arquibancadas!

São valores de luta, conquista, mudanças, dedicação, perseverança, amor aos seus ideais e objetivos, patriotismo, cidadania, dentre tantos outros que espelham o espírito Corinthiano, que nós do Partido Nacional Corinthiano vamos colocar em prática, com você, para mudar o Brasil.

Sejam bem vindos ao Partido Nacional Corinthiano – PNC.

Juan Antonio Moreno Grangeiro – Presidente Nacional do PNC

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3 Comments

  1. novembro 10, 2016 at 11:16 am —

    […] é algo que não pode ser colocado em prática por meio de conceitos teóricos”, diz um trecho do manifesto assinado pelo presidente da legenda, Juan […]

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