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Na saúde e na doença

Na saúde e na doença

 

Esse é nosso lema ao nos unirmos com os 250 milhões de corações brasileiros. Com a qualidade de homem simples, jamais deixaremos nos levar pelo canto da má política, da ostentação, do deslumbramento. Temos princípios e não iremos nos prender a ideologias e sim as causas. Seremos livres para dizer o que pensamos, e para lutar por ideias, sem medo dos patrulhamentos tão comuns na nossa sociedade, diga-se, pouco inclusiva e respeitosa com a diversidade do pensamento político e do médico!

 

Teremos o hábito de ligar diretamente para as pessoas, sem intermediação. Em nossas audiências e deslocamentos não mais seremos cercados de assessores, jornalistas, fotógrafos, como é habitual dos que não querem realmente contribuir.

 

Iremos atuar na implantação efetiva do programa saúde da família do planejamento familiar e da valorização do agente comunitário que é extremamente relevante e indispensável na atenção primária em saúde, nosso senso humanitário o fará olhar as pessoas e nossa medicina não poderá valorizar mais a técnica do que a pessoas , pois o olhar médico e político deve olhar o paciente com a humildade de suas limitações e não com o poder de seu conhecimento.

 

Não é preciso sair do Brasil para ter um bom atendimento, temos hospitais de ponta em São Paulo, Rio, Pernambuco, Salvador que estão no mesmo nível dos melhores hospitais do mundo, mas a dificuldade é que não dão pleno acesso à população de baixa renda. Nosso trabalho será garantir o pleno acesso à população de baixa renda e criar o sentimento, de uma vez por todas, de que a saúde funciona: “Esperança total”. Mas para isso precisaremos diminuir a crítica, pois  o brasileiro se satisfaz com a crítica, enaltece o fracasso e, por enquanto, não aprendeu a reconhecer  e valorizar a conquista e a vitória.

 

Iremos reforçar com o vigor da lei do doador presumido, que coloca qualquer brasileiro como um doador de órgãos após a morte a menos que manifeste o contrário em vida, trazendo com isso esperanças para milhares de pessoas que estão na fila dos transplantes, contrariando arcaicos juristas, médicos e parte da própria população que se beneficiaria com essa simples mudança. Desinformação e dúvidas levaram muita gente aos postos da Polícia Civil para registrar a condição de não doador nos documentos de identidade, ampliando a discussão que a nova lei acabou levantando na questão dos transplantes de órgãos.

 

Se não tivermos tempo pra cuidar da saúde do nosso povo vamos ter que arrumar tempo pra cuidar da doença. Melhor é cuidar da saúde, prevenindo a doença ao máximo possível.

 

Edson Cardim Nogueira

 

Responsável pelas políticas inovadoras e desafiadoras do atual SUS, membro permanente do Planejamento Familiar do PNC.

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